Alvoroçou-se a velha e leal cidade de Mariana (e com ela toda a Arquidiocese), quando na noite de 14 de fevereiro p. passado, a Rádio Vaticano anunciou a nomeação do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Oscar de Oliveira para Arcebispo Coadjutor deste Arcebispado.
A vibração popular que se agitou pela noite a dentro, em delírio de júbilo e entusiasmo, pendura ainda e perdurará porque o novo Antistite é extraordinária figura de destaque, de alto quilate, que se impôs à admiração do povo, desde os longos e penosos anos em que esteve À frente do Curato da Sé, governando a paróquia metrópole, que lhe consagra o mais sincero devotamento.
Jovem ainda, cheio de vida, entusiasmado pela causa de Cristo, que desposou em sublime consorcio, Dom Oscar de Oliveira assume o govêrno arquidiocesano, na hora providencial em que clero e fieis esperam de sua já conhecida e profícua atuação, continuando a obra magnifica, realizada durante 37 anos, pelo Arcebispo de que é Coadjutor, D. Helvécio.
Entre Rios de Minas, a célebre paróquia de Nossa Senhora das Brotas, serviu-he de berço e o viu nascer a 10 de janeiro de 1912. Aluno de nosso vetusto Seminário, que cursou com notável realce, laureou-se em Roma, onde também de ordenou sacerdote em outubro de 1937. Regressando ao Brasil em março de 1938, lecionou, com rara habilidade, Direito Canônico no Seminário Maior, acumulando em 1943 o cargo de Cura da Catedral, depois de feito membro do colendo Cabido Metropolitano.
Decorridos 11 anos de laborioso e martirizante apostolado, elegeu-o Deus em Bispo titular de Irenópolis, para servir de Cirineu do venerando Dom Otávio Chagas de Miranda, bispo de Pouso Alegre, onde foi de novo a Providência busca-lo para reger nossos destinos. Hosana. Hosana.
Sua posse canônica no dia 3 de maio p. passado, em meio à alegria e satisfação de seus queridos filhos, rasgou horizontes novos e mais amplos para a Arquidiocese de Mariana, primaz das Minas Gerais.
Se pudéssemos traçar (e o fizemos com sumo prazer) estas pobres e despretensiosas linhas, molhando a pena na tinta da mais terna gratidão e da mais profunda admiração, é a S. Excia. que devemos esta ventura, pela felicíssima ideia de trazer a lume este hebdomadário arquidiocesano, que aparece para a mais segura orientação da feliz circunscrição eclesiástica.
AD MULTOS ANNOS
P.A.O