O Marianense Claudio Manuel da Costa, magistrado, poeta, e “Inconfidente”, em sua obra “Fundamento Histórico”, assim notícia sua terra natal: (Anuário do Museu da Inconfidência, IV, pg. 120.)
“VILLA DO CARMO, HOJE CIDADE DE MARIANNA 1699
Miguel Garcia natural de Taboaté foi o primeiro que deo manifesto um corrego, que faz barra no Ribeirão do Carmo, e se comprehende no districto da Cidade Marianna; fez a repartição o guarda-mor Garcia Rodrigues Velho com assistência do escrivão das datas o coronel Salvador Fernandes Furtado. O Ribeirão chamado o do Carmo descobrio pelo mesmo tempo João Lopes de Lima natural de S. Paulo, e o manifestou em 1700. Repartio-se; e por que as faisqueiras erão invencíveis pela grande frialdade das aguas, despenhadeiros, e matos cerradíssimos que o cercavão de ambas as margens, tanto, que só permitia trabalhar-se dentro dele quatro horas do dia além da grande penuria dos mantimentos, que chegou a trinta, e a quarenta oitavas o alqueire de milho, e o de feijão a oitenta oitavas; foi facíl desampararem os mineiros por algum tempo a sua povoação; e só permaneceo nella o coronel Salvador Fernandes Furtado: dista este ribeirão até a barra do Rio Doce 16 até 18 legoas e pela volta do rio sе соmputão 30. Está situada em 20 gráos e 21 minutos. Passou a ser villa por creação do governador António de Albuquerque Carvalho em 8 de abril de 1711. (Sic).