Vaticano (NC) — ˂˂No apostolado não pode haver controvérsias de clericalismo e laicalismo, mas unicamente atividade da lgreja˃˃, declarou aqui numa conferência de imprensa um membro da Comissão do Concílio Vaticano sôbre os Leigos.
Falando sôbre a proposta do apostolado leigo em discussão no concílio, o bispo Massel Larrain, de Talea, Chile, presidente do Conselho de Bispos Latino-americano, citou palavras de Santo Agostinho: ˂˂Sou um bispo para ti, mas sou um cristão contigo˃˃.
Disse Monsenhor Larrain: ˂˂Na Igreja o conceito do Povo de Dous tem prioridade sôbre as funções ministeriais. Para compreender isto devemos considerar a atividade apostólica como o trabalho de todo o Povo de Deus. Cada ação cristã deve conter e exprimir a vocação da Igreja inteira. Algumas vêzes ouvimos dizer que o apostolado leigo é necessário devido às condições que prevalecem no mundo de hoje ou dovido à escassez de sacerdotes ou por outras extrínsecas. Esquece-se que o apostolado leigo provêm de nossa dupla vocação, como homens e como cristãos. O leigo recebe dois mandatos da Bíblia: ˂˂crescei e multiplicai-vos˃˃ e ˂˂Ide a todo o mundo˃˃. O leigo é a ponte entre estas duas sociedades. Leva o mundo a Cristo e eleva a Igreja ao mundo para salvá-lo˃˃.
Referindo-se ao que foi assinalado pelo Papa Paulo VI na Ecclesiam Suam, de que a Igreja deveria dialogar com o mundo, disse Monsenhor Larrain: ˂˂A oportunidade e a obrigação dêste diálogo está originalmente com os leigos. Eles são membros da Igreja em permanente contato com o mundo e portanto mais capacitados a levar adiante êste diálogo.