Reconfortado com o Concílio, fala o PAPA sobre o seu futuro

VATICANO, (NC). – Tenho no pensamento os cardeais e bispos que vieram a Roma para o Concilio, e os sacerdotes que com êles colaboraram, disse o Papa numa audiência pública na Sala Clementina, primeira depois de 27 de novembro quando as audiências foram suspensas.

Apesar da partida de dois mil e quinhentos bispos, “não ficamos só”. E tenho também no meu coração o povo fiél que se reunia na Praça de São Pedro ao simples anuncio de que o Papa apareceria em janela. “Isto infundiu grande consôlo ao meu espirito, porque a Igreja não é formada apenas pelo Papa e bispos e padres que com êles colaboram, mas por todos juntos com o povo, de modo que a Igreja tôda é um santo sacerdócio.”

Por outro lado, acrescentou, o Concilio foi um testemunho de unidade e também para os observadores não católicos. Não houve antes, concilio algum que se realizasse em meio a tanta calma, embora, os Padres não elevassem as vozes em unissono como num côro de cantores.

Confirmou o Papa que o Concilio continua funcïonando durante o recesso das assembléias plenárias em Roma, pois os bispos continuarão submetendo suas propostas e comentários de suas sedes. Pelo que, afirmou, é preciso que os fiéis continuem pedindo as bênçãos e as luzes do Espirito Santo.

Ao fim do seu breve discurso o Papa João XXIII repetiu, referindo-se à segunda sessão que começará em setembro de 1963, que é sua esperança que o Concilio termine no Natal de 1963.

“Espero que Deus me dê vida para ver a conclusão do Concilio; mas se não, espero então que Êle me tenha um lugar em sua presença.

E’ muito possivel que êste Papa esteja convosco para então (a segunda sessão) mas se eu já não estiver, haverá outro Papa”.

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